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andrea del fuego
03/05/05
(para Maria Eugenia, amiga-irm?)
...

Tem pinto que da azar.
Traz um pesar que voce n?o tinha antes.
Dentro de voce um amor, fora ele atira contra, e mira.



escrito por andrea del fuego at 00:01 BRST
Updated: 03/05/05 18:08 BRST
02/05/05
Safira
Paris - Metro

Num vag?o um trompete, depois da baldiac?o um violino. Bancos estreitos, as capas se rocam enquanto a fluoxetina faz efeito nas senhoras, elas se sentam de costas para o sentido do vag?o, n?o veem o percurso de frente.

As velhas s?o de porcelana, trincadas da base a borda, sulcos que elas cobrem com talco. A fluoxetina chega a alca da xicara e reforca a cola, ninguem aguenta tanto passado.

O metro e subterraneo para quem esta no jardim, pra quem desce a escada esta a flor do sol, uma boca com halito quente. Ratos cordiais na lingua, nos trilhos. A garganta faz curvas e vou miuda pelas varizes da cidade, a velha arcaica.

O violinista saiu e entrou um flautista, eu estava a caminho do Pere-Lachaise. Percebo que meu caderno exala baunilha, um sache no fundo da bolsa.

Andei como fiel em prociss?o. Tudo pra chegar em casa e decantar a beleza, esquentar a sopa, morder o macio do p?o, manteiga com sal grosso, o vinho da cor dos cachecois.




foto: Brassai

escrito por andrea del fuego at 12:26 BRST
Updated: 08/05/05 22:21 BRST
29/04/05
...
Passo o tempo com ferro bem quente. N?o deixo vinco, borrifo agua perfumada e visto depois, esse vestido pra noite, cobrindo os calcanhares. Depois voce vem dormir comigo como se pudesse ir junto. Como se o ferro pudesse alisar o mar. O tempo lasseia, mas n?o me estica mais.






































foto: Henri Cartier-Bresson

escrito por andrea del fuego at 11:50 BRST
Updated: 29/04/05 11:54 BRST
28/04/05
...
"Dediquei-me, nestes ultimos vinte anos, ao estudo da poesia anglo-saxonica. Conheco de cor muitos poemas anglo-saxonicos. O que n?o sei e o nome dos poetas. Mas, que importa isso? Que importa se, ao repetir poemas do seculo IX, estou sentindo algo que alguem sentiu naquele seculo? Ele esta vivendo em mim nesse momento - n?o sou esse morto. Cada um de nos e, de alguma forma, todos os homens que morreram antes. N?o apenas os de nosso sangue..." - Jorge Luis Borges.



















foto: Fred Stein

escrito por andrea del fuego at 00:01 BRST
Updated: 29/04/05 11:56 BRST
27/04/05
Hoje!

escrito por andrea del fuego at 09:56 BRST
Updated: 27/04/05 10:00 BRST
26/04/05
...
reencarnei no teu corpo
so n?o quis ser a m?o
me esbofeteie com ela
tua autonomia




foto: Syang

escrito por andrea del fuego at 00:01 BRST
Updated: 26/04/05 01:12 BRST
25/04/05
...
N?o e todo dia que se recebe um email de Aurore Chevalier. Falarei dela logo mais na serie Safira.

Un temps gris, il fait froid et nous restons au chaud dans notre petit
appartement. Ce petit appartement enfin connecte au monde avec un
simple cable et un ordinateur. Zeca, en surfeur ne, s'amuse pendant des
heures, il cherche, trouve, fouille. Puis apres avoir tape le nom de
ces copains tombe sur ton blog. Voila comme nous sommes arrives a
decouvrir ton site.

gros bisous

Aurore

escrito por andrea del fuego at 10:35 BRST
22/04/05
...
coloque o nome dele dentro de um jilo
bote no congelador por sete dias
agasalhe-se ao dormir
ele vai te esquecer

escrito por andrea del fuego at 10:00 BRST
Updated: 23/04/05 20:13 BRST
21/04/05
Safira
Louvre - Apartamento de Napole?o III

O apartamento e um fossil do Segundo Imperio. Napole?o III foi sobrinho de Napole?o I, o nanico e potente que saiu da Corsega e nadou ate a coroa.

Napole?o III morou no Louvre, petulancia. Foi com ele e Baron Haussmann que Paris foi reconstruida, mas ele censurou a imprensa e a literatura de Victor Hugo, um republicano.

A sala de jantar tem mesa para 44, um movel sobrio onde descansa as bandejas do banquete, veados abatidos pintados na parede.

Marrom em tudo. Marrom pra combinar com o amarelo das gorduras de pato. A carne castanha pra combinar com o vinho. O vinho com o encosto de veludo das poltronas pelas salas de estar. Estiveram bem. Janelas fechadas e escadas que d?o pra algum segredo.






foto: http://www.stokely.org

escrito por andrea del fuego at 21:15 BRST
Updated: 22/04/05 20:47 BRST
19/04/05
Safira
Louvre - Eugene Delacroix

E Babilonia, daqueles pra ser visto nu, sem interpretac?o. Esta tela num livro e 10% de seu veneno. Ver no papel e como assistir ao espetaculo pela televis?o.

O quadro e imenso, os olhos podem cavalgar. Foi inspirado num texto sobre o imperador assirio Sardanapalo, do poeta ingles Lord Byron. Gosto do cavalo vestido para o baile, a mulher esgotada na beira da cama, o servical que ainda tem licores pra servir. Os pes da cama s?o cabecas de elefante.

As cenas s?o congeladas no apice, um pouco antes do fim. Ele gosta do adeus. Violento e profetico, os objetos de prazer n?o devem sobreviver a orgia.


Eugene Delacroix
La Mort de Sardanapale
1827

escrito por andrea del fuego at 19:17 BRST

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